Servindo a Igreja Perseguida

Apoiando Motivando

*Por questões de segurança, omitimos os nomes do entrevistado e da organização na qual trabalha 

A função de um líder é guiar pessoas para algo melhor. Mostrar o caminho que, de outro modo, as pessoas não acertariam. A maior expressão de liderança é a evangelização, quando mostramos aos perdidos o caminho para Deus que é Cristo. A AMME evangelizar crê que cada adolescente e cada jovem cristão, que teve um verdadeiro encontro com Cristo, pode e deve liderar, ser a luz do mundo, levar outros ao conhecimento da Verdade.

Ensinamos isso durante o Pacificadores, a escola de liderança da AMME evangelizar que é realizada anualmente no mês de janeiro. Além de incentivar a nova geração a liderar, nós também damos treinamento e ferramentas para que os alunos continuem o trabalho em suas regiões.

L. conversou com o pastor José Bernardo, presidente da AMME, durante visita à agência missionária

Isso é o que tem acontecido na vida do jovem L. Natural do Rio de Janeiro, ele participou do Pacificadores em 2012 e, desde então, teve a sua vida transformada. Logo após participar da escola de liderança da AMME evangelizar, L. partiu para o seminário em São Paulo e as portas foram se abrindo até que em 2015 surgiu a oportunidade de servir a Cristo no Quirguistão, um país localizado na Ásia Central que tem restrições ao Evangelho.

Junto com a equipe da missão na qual trabalha, L. começou a desenvolver um trabalho de discipulado com nativos e irmãos de nações vizinhas, como o Tadjiquistão, Cazaquistão e Rússia. Em visita ao escritório central da AMME nesta quinta-feira (30), o jovem explicou um pouco como funciona o trabalho que tem ajudado a desenvolver por lá.

“O programa teve início na Turquia e depois foi expandido para outros países da região. No Quirguistão, país onde estou, o projeto foi implantado em 2014. A organização onde eu trabalho sempre procura o apoio de uma igreja e um pastor local, nós não trabalhamos sozinhos. Basicamente, os alunos ficam um ano conosco e neste período nós discipulamos, damos aulas de teologia, de ministério e desenvolvemos atividades de apoio à igreja local”, afirma.

L. conta que a ida para o Quirguistão se deu ao acaso. “Quando me juntei à organização, tinha em mente a ideia de servir na Turquia, mas na mesma época a equipe do Quirguistão acabou sendo desfeita por diversas razões, então eles me perguntaram se eu gostaria de ir para o Quirguistão. Como não havia ninguém por lá, decidi ir, já que o time de missionários na Turquia era maior e mais estruturado”, diz. “A adaptação foi um pouco mais fácil porque fiquei morando com irmãos locais, o que me ajudou no aprendizado da língua e dos costumes do país”.

Mesmo após tantos anos, ele não esquece a importância do Pacificadores em seu crescimento espiritual e como pessoa: “Eu sempre tive vontade de fazer missões, mas tinha aquela ideia romântica de quando você desconhece um determinado assunto e também me faltava uma firmeza bíblica que sustentasse o meu chamado em missões. Então o Pacificadores foi primordial para me dar sustentação bíblica e crescer em fé até o dia em que, maduramente, eu tomasse a decisão de ir para missões. Se eu não tivesse ido ao Pacificadores, seria muito difícil eu continuar com uma ideia sólida de ministério durante a minha juventude”.

Com retorno ao Quirguistão previsto para esse ano, L. está visitando igrejas e tentando parcerias para seguir o trabalho na Ásia Central. “Agora estamos em uma situação difícil porque uma pessoa que trabalhava conosco acabou denunciando o programa às autoridades locais e nós tivemos que interromper as atividades por um período. Se Deus quiser, voltarei para lá e recomeçaremos o trabalho do zero”.

Oremos pela vida do nosso jovem pacificador e também por todas as organizações que têm trabalhado para levar o Evangelho às regiões mais fechadas e restritas do mundo.

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